terça-feira, 6 de janeiro de 2009

New Year, Old Life

Nunca percebi muito bem a loucura pela passagem de ano. Aliás, por mim adormecia no dia 23 e acordava no dia 2 de Janeiro. Nesta época não dou pulos de alegria nem sou invadida pelo chamado "espírito natalício".
Para já 2009 continua tal e qual 2008, afinal só muda o número. Não faço 12 pedidos, porque não gosto de passas. Não faço resoluções de ano novo, porque, vai-se a ver e nunca as cumpro, porque o que é realmente importante fazer, decide-se e faz-se em qualquer mês e dia do ano. O novo ano não é motivação para querer mudar de vida. Já estamos no dia 6 de Janeiro e cada nova pessoa com que falo continua a desejar-me "tudo de bom" ou que "todos os desejos se realizem"... Já não tenho cinco anos e sei que num ano acontece de tudo, bom e mau, não vá lá estar muito feliz a achar que é tudo rosas. Quando isso acontece a vida prega-nos uma partida ( às vezes daquelas bem grandes) que é para mantermos os pés bem assentes no chão. Por isso, a provabilidade de todos os meus desejos se realizarem são muito poucas, para não dizer ínfimas.
Há que viver um dia de cada vez e andar para a frente e que cada passo me sirva de lição, para o bem ou para o mal.

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